domingo, 17 de julho de 2011

O Fim da Saga Potter

Eu conheci o menino que sobreviveu, morando num armário embaixo da escada. Fui contra a parede entre as plataformas 9 e 10 na estação de King`s Cross e embarquei no Expresso de Hogwarts, um lindo trem vermelho - tão vermelho quanto a Grifinória, Casa da qual fiz parte em Hogwarts. Até hoje corrijo o Wingardium Leviosa de Ron nas aulas de feitiços. Neville ensinou-me a ter coragem para ajudar os amigos, mesmo que tendo de enfrentá-los. Passei por Fofo, por anotações ridículas sobre herbologia e fiz parte da melhor partida de xadrez que o mundo bruxo já vira. Conheci a Toca dos Weasley e, mesmo não sendo ruivo, me senti da família. Aprendi com Minerva a valsar e a transfigurar animais em taças. Viajei de Pó de Flú, aparatei e viajei metade da Inglaterra num Ford Anglia. Fui passageiro do Noitibus, bebi cerveja amanteigada e entrei na Borgin&Burxes. Eu jurei solenemente não fazer nada de bom, eu entrei na sessão reservada e invadi o Ministério da Magia. Duas vezes! Confesso que ri de Tiago como veado e Tia Guida voar aos céus como um balão. Vi o Lorde das Trevas se esconder num turbante, num anel, num diário, num diadema, num medalhão, numa taça, numa cobra e numa cicatriz e, ainda assim, perder para o amor de Lílian em incontáveis situações. Sempre quis, confesso, uma Firebolt, um gato para chamar de Bichento, um abraço da Sra. Weasley e um vira-tempo. Repudiei Severo por suas ações iniciais, mas conheci-o inteiramente após os anos de magia, e acreditei ter sido um dos melhores diretores de Hogwarts.
Conheci Dobby livre. Edwiges. Colin Creevey. Conheci o mais injustiçado prisioneiro de Azkaban. Conheci Lupin e Tonks. Fred. Olho-Tonto. Cedrico. E amarguei suas mortes como se fossem as de um parente próximo. E nada eram diabretes da Cornuália, explosivins, testrálios, bichos-papões, sereianos ou lobisomens comparados ao horror gélido dos dementadores e dos Comensais da Morte. Senti medo dos dragões, dos grindlows, da Marca Negra pairando no céu e "porquê aranhas? Por que não podiam ser borboletas?". Confesso meu horror à Sonserina, aos Malfoy, a Belatriz Lestrange e a Tom Riddle jovem, frio e calculista. Luna me ensinou um jeito louco de ver as coisas. Com Hagrid aprendi a ter um coração mais que meio-gigante. Aprendi com Rabicho que traições são para ratos sem orgulho e personalidade. Umbridge ensinou-me a não contar mentiras e Hermione perdeu noites ensinando-me Accio! Considerei Dumbledore gay, Ron corajoso e Longbotton um verdadeiro grifinório. Ri com Pirraça e horrorizei-me com Nick 'Quase-Sem-Cabeça'. Vi Monstro e Winky vestirem a farda da escravidão com orgulho e usei mentalmente um bottom do F.A.L.E.
Comi lesmas com Ron para defender Granger, senti orgulho em ser sangue-ruim e conheci o Mapa dos Marotos. Tomei a poção polissuco e me vesti de Crabbe, de Goyle e de Harry. Sete Harrys! Conjurei um Patrono explêndido e auxiliei amigos a conjurarem também. Fundei a Armada de um Dumbledore falho, porém genial mesmo após a sua morte. Juntei-me à Guerra junto a uma tal Ordem de uma Fênix que trouxe, em um chapéu sujo e amassado uma espada que absorve somente o que lhe fortalece. Deixei-me guiar pela lula gigante no lago, pelos passeios na Floresta Proibída, pelas escapadas com a capa da invisibilidade. Fui vítima dos encantos dos feitiços, das relíquias em contos infantis, das asas de um hipogrifo que escapara da morte e das piadas dos gêmeos. Jamais irei esquecer as escadas que mudam de lugar, o cano no banheiro feminino, 'Murta que Geme', Slytherin, Helga Hufflepuff e sua primogênita, a Mulher Cinzenta.
Os banquetes do Salão Principal, o trasgo do primeiro ano e as memórias de Riddle do segundo ano. As poções de Snape, a félix felicis de Slughorn e o Clube do Slugue. A varinha que Olivaras fabricou com cerne idêntico ao de Você Sabe Quem e o clube de duelos.
Jamais irei saber o que o destino reservou a Potter, Granger e Weasley. Por outro lado, jamais irei esquecê-los, pois foram meus amigos de cabeçeira por muito mais do que dez anos, e por todas as lembranças, agradeço, junto aos outros milhares de fãs, à Joanne K. Rowling, a verdadeira mestra da literatura infanto-juvenil. Muito obrigado pela magia Rowling!

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